Sinal dos tempos
O que seria impensável até poucos anos atrás, um desfile militar na capital russa com soldados da Otan, assistido por vários chefes de governo de potências mundiais, está acontecendo hoje. Nicolas Sarkozy, Angela Mertel e outros 18 chefes de governo e Estado estão na Praça Vermelha, na comemoração dos 65 anos da vitória russa sobre os nazistas na Segunda Guerra. Enquanto o nosso Lula se prepara para cortejar o maluco do Mahmoud Ahmadinejad em visita ao Irã.
Entretanto, ainda mais notável que o desfile na pomposa Praça Vermelha, foram as declarações do presidente russo, Dmitri Medvedev, sobre o facínora ditador comunista Joseh Stalin. Seu discurso mereceu rasgado eleogio de Barack Obama, dizendo que ele é "uma lidrança notável" por condenar o regime totalitário da ex-União Soviética.
De fato, numa entrevista ao jornal "Izvestia" Dmitri falou que "Para ser honesto, o regime que foi instaurado na União Soviética só pode ser classificado de totalitário", no qual "os direitos e as liberdades elementais foram suprimidos".
E continuou, citando nominalmente o ditador comunista: "Stalin cometeu muitos crimes contra seu próprio povo. E, apesar de ter trabalhado muito, apesar de sob sua liderança o país ter tido muitos êxitos, o que fez ao seu próprio povo não pode ser perdoado". Mas é, especialmente pelos comunistas de terceira idade aqui da tupiniquéia que até hoje o têm, ao lado de curiosidades como o terrorista argentino Che Guevara e o bucólico ditador Fidel Castro como exemplos morais e éticos. Sinal dos tempos lá. E aqui.



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